O jornal Brasil Econômico promoveu recentemente a primeira etapa do ciclo de debates "Um olhar sobre grandes temas nacionais". A escolha do tema juros não foi por acaso. Não bastasse ser um ingrediente fundamental para o crescimento econômico que leva ao bem estar social, o assunto voltou ao centro das discussões na atual gestão de Alexandre Tombini à frente do Banco Central (BC).Desde que foi iniciado o atual ciclo de corte dos juros em 2011, em um movimento considerado pouco ortodoxo - corte na Selic após uma alta - os rumos da política monetária voltaram a ser questionados. Tombini, de criticado ao decepcionar as expectativas do mercado, passou a receber elogios pela rapidez na virada do jogo. O alinhamento entre Planalto, BC e o Ministério da Fazenda ganha destaque nas análises, recebendo críticas de um lado e elogios de outro ao trabalhar em função do crescimento econômico.Sem a pretensão de apontar solução para algo tão complexo quanto polêmico, o debate sobre juros procurou ser um ambiente livre para a discussão sobre a necessidade de juros domésticos mais baixos.O risco de um descontrole inflacionário, a necessidade de crédito mais barato e farto para a recuperação da indústria, os impactos do câmbio apreciado na competitividade dos exportadores brasileiros e os limites impostos à política monetária pelos gastos elevados do governo com aposentados e programas sociais foram alguns dos temas discutidos pelos economistas presentes no debate. Em comum nos discursos apenas a ideia de que a busca por juros mais baixos precisa ser feita de forma sustentável e que dela depende o crescimento econômico.Fonte: com informações do Brasil Econômico (23/03/12)
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