03/04/2012
Crédito é maior entre os jovens no Brasil
A participação do jovem na busca por crédito alcançou patamar recorde no país. O brasileiro entre 18 e 25 anos fechou 2011 com o peso de 18% na demanda, maior percentual desde 2008. O mercado de trabalho aquecido, abrindo oportunidades para o primeiro emprego, foi um dos principais responsáveis pela disparada.
Proporcionalmente, a demanda do jovem foi a que mais cresceu em relação às demais faixas etárias da população, avançado 3,2 pontos percentuais entre 2010 e 2011, segundo estudo realizado pela Serasa Experian. O levantamento mede a demanda do brasileiro da adolescência até a terceira idade. O crédito, ferramenta nova para a população, encurta etapas e realiza rapidamente desejos de consumo, seja do automóvel ou do celular.
O risco da modalidade está exatamente na utilização, que pode ter uma dose de descontrole especialmente por parte de usuários menos experientes. Dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) revelam que 17% dos jovens entre 20 e 25 anos encerraram 2011 enrolados em dívida e sem condições de pagamento. A quantidade de inadimplentes nessa faixa etária aumentou 7% em relação a 2010. E a corda no pescoço continuou apertando em 2012. A pesquisa do SPC mostra que, no mês passado, 30,4% dos consumidores entre 18 e 29 anos estavam com débitos em atraso, 6% mais do que em janeiro e 2% acima do mesmo mês de 2010.
De acordo com o estudo da Serasa, a expressiva maioria dos jovens, 40,5%, que buscaram crédito no ano passado estão na chamada periferia urbana, onde estão os jovens principalmente da classe média em ascensão. Luiz Rabi, economista da instituição, aponta que a participação do jovem em financiamentos em 2012 deve ampliar. “Antes o jovem fazia bico, agora tem emprego formal”, aponta Rabi, lembrando a baixa taxa de desemprego do país (5,7%). O risco, ainda segundo o economista, está no descontrole, empurrado pela falta de maturidade para o consumo. “O jovem está chegando ao mercado e ainda não tem experiência. Por isso as análises do sistema financeiro também devem ser criteriosas. Não vale a pena matar a galinha dos ovos de ouro”, compara.
Fonte: com informações do Estado de Minas (23/03/2012).