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Mitos e verdades sobre o cartão de crédito consignado: ele vale a pena?

Tempo de leitura: 10 minutos

Esclareça suas dúvidas e descubra se o cartão consignado é a escolha certa para você com este guia prático.

Mitos e verdades sobre o cartão consignado é um tema que gera muitas dúvidas entre aposentados, pensionistas e servidores públicos.  

O cartão de crédito consignado é um produto financeiro que funciona de forma parecida com o cartão tradicional, mas com a diferença que o valor mínimo da fatura é descontado diretamente do seu benefício ou contracheque. Apesar das vantagens, ainda existem muitas informações que podem gerar insegurança na hora de contratar. 

Neste guia, vamos esclarecer o que é mito e o que é verdade sobre este cartão, com informações claras e objetivas. Boa leitura!

Tabela comparativa: mitos vs. verdades

Para facilitar sua compreensão, preparamos uma tabela direta que resume os principais mitos e fatos que envolvem o cartão consignado.  

Mito Verdade
"O banco vai descontar todo o meu salário todo mês" O desconto é limitado a 5% do valor do seu benefício, referente ao pagamento mínimo da fatura
"Os juros são abusivos, igual ao cartão comum" As taxas do consignado são muito menores e possuem um teto definido por lei
"Qualquer pessoa pode contratar" O cartão é exclusivo para públicos específicos: aposentados e pensionistas do INSS e servidores federais (SIAPE)
"Vou perder o controle das minhas finanças" O limite controlado e o acompanhamento pelo app ajudam no planejamento. O desconto em folha do valor mínimo justamente evita a inadimplência
"Só serve para quem está endividado" É uma opção inteligente para viabilizar projetos como viagens e reformas

Como funciona o cartão consignado na prática?

O cartão de crédito consignado funciona de forma simples: ele permite que você faça compras à vista ou parceladas, saques e até pagamentos, como um cartão de crédito comum. A grande diferença está na forma de pagamento. 

Todos os meses, um valor equivalente a 5% do seu benefício (a margem consignável para cartão) é descontado automaticamente da sua aposentadoria ou salário. Esse valor corresponde ao pagamento mínimo da fatura. 

Se você gastar mais do que esse valor descontado, o restante (chamado saldo devedor) precisa ser pago por você até a data de vencimento, através de boleto, débito ou diretamente no aplicativo do banco.  

Caso não pague, esse saldo entra em crédito rotativo ou é parcelado com juros, que são mais baixos que os do cartão convencional, mas ainda assim devem ser evitados. 

O ideal é se planejar para pagar o valor total da fatura todo mês. Com isso, você aproveita a comodidade do cartão sem pagar juros.

Mitos comuns: o cartão consignado é perigoso?

Muitas pessoas ainda têm receio do cartão consignado por causa de informações que circulam na internet.  Confira os principais mitos: 

Mito 1: "vou perder o controle das minhas contas"

Na verdade, ele pode ajudar no controle financeiro. Como o desconto do valor mínimo é automático e limitado, você nunca compromete mais do que 5% do seu benefício com o pagamento obrigatório da fatura. Além disso, os aplicativos dos bancos permitem acompanhar todos os gastos em tempo real. 

Mito 2: "é só para quem está endividado"

Isso não é verdade. O cartão consignado é uma opção de crédito com juros mais baixos, indicada para qualquer pessoa que se enquadre nos públicos elegíveis. Muitos aposentados e servidores públicos o usam justamente por sua segurança e vantagens, como descontos em farmácias e seguro de vida gratuito. 

Mito 3: "Qualquer pessoa pode solicitar"

Esta solução possui um público elegível específico estabelecido por lei: aposentados e pensionistas do INSS, além de servidores públicos conveniados. Essa exclusividade é justamente o que permite a oferta de condições diferenciadas, visto que a previsibilidade do pagamento reduz o risco da operação. 

→ Leia mais: Cartão consignado e uso consciente, como conseguir no final de ano? 

Verdades: por que o cartão consignado vale a pena?

Agora que já esclarecemos os mitos, entenda as verdades que mostram por que essa modalidade pode ser vantajosa: 

Verdade 1: taxas mais atrativas

Os juros são significativamente menores que os do cartão de crédito convencional. Enquanto um cartão comum pode cobrar mais de 10% ao mês no rotativo, o consignado tem teto de juros definido pelo Conselho Nacional de Previdência Social, atualmente em torno de 2,46% ao mês. 

Verdade 2: sem anuidade no Bmg

O cartão consignado do Bmg não tem anuidade. É uma economia direta no seu bolso, já que muitos cartões tradicionais têm custos de manutenção que podem fazer diferença no orçamento. 

Verdade 3: segurança regulada

O produto segue normas rígidas do Banco Central e do INSS. As regras são claras e protegem o consumidor, como o limite de comprometimento da renda (45% total, sendo 5% para o cartão) e a obrigatoriedade de informações transparentes sobre taxas e custos. 

Verdade 4: benefícios exclusivos

Além das taxas reduzidas, o cartão consignado Bmg oferece vantagens como desconto em farmácias parceiras em todo o Brasil e seguro de vida gratuito para aposentados e pensionistas do INSS, com cobertura de R$ 2 mil em caso de falecimento e assistência funeral. 

→ Leia mais: Qual a diferença entre cartão comum e consignado? Descubra agora

Vantagens e desvantagens do cartão consignado

Para ajudar na sua decisão, listamos de forma transparente os principais pontos positivos e negativos: 

Vantagens do cartão consignado

• Taxas de juros reduzidas em comparação ao crédito comum
• Ausência de taxa de anuidade no Bmg 
• Facilidade de aprovação para os públicos elegíveis
• Desconto automático do mínimo, o que evita que você esqueça de pagar e sofra com multas por atraso
• Possibilidade de realizar saques de até 70% do limite disponível
• Acompanhamento completo de todos os valores pelo aplicativo 

Desvantagens do cartão consignado

• Público restrito (INSS e SIAPE)
• O desconto automático reduz o valor líquido recebido mensalmente
• Necessidade de disciplina para pagar o total da fatura e evitar o rotativo
• O saque do limite do cartão também gera encargos se o saldo não for quitado integralmente

O cartão consignado vale a pena para você?

Antes de solicitar, reflita sobre seu perfil: 

1. Você é aposentado, pensionista do INSS ou servidor federal?
2. Busca crédito com juros menores que os praticados pelo mercado tradicional? 
3. Deseja um limite de segurança para compras planejadas ou imprevistos? 
4. Possui organização para quitar o valor total da fatura mensalmente? 

Se respondeu sim à maioria das perguntas, este cartão pode ser uma excelente ferramenta para o seu planejamento financeiro. Lembre-se: a chave para o uso consciente é sempre gastar dentro das suas possibilidades e acompanhar seus gastos regularmente pelo aplicativo. 

Informação clara para escolhas conscientes

Ao conhecer os mitos e verdades do cartão consignado, você está mais preparado para decidir se esse produto faz sentido para sua vida financeira.  

No Bmg, prezamos pela transparência. Se você se enquadra no público elegível, vale a pena conhecer as condições e entender como esse produto pode facilitar a gestão dos seus valores mensais.

Perguntas frequentes sobre cartão consignado

No Banco Bmg, o produto é voltado para aposentados e pensionistas do INSS, além de servidores públicos federais (SIAPE).

Todo mês, o valor mínimo da fatura (equivalente a 5% do seu benefício) é descontado automaticamente da sua aposentadoria ou salário. O restante da fatura deve ser pago por você até o vencimento para evitar juros.

No empréstimo consignado, você recebe um valor e paga parcelas fixas mensais. No cartão consignado, você tem um limite de crédito para usar conforme necessidade, pagando o mínimo em folha e o restante por fora. O cartão oferece mais flexibilidade, enquanto o empréstimo tem previsibilidade de parcelas.

No Bmg, o cartão consignado não tem cobrança de anuidade.

Sim, você pode sacar até 70% do limite disponível no cartão. Esse valor é depositado na sua conta e entra na fatura para pagamento, com as mesmas regras de desconto em folha.

Se você pagar apenas o mínimo descontado em folha, o saldo restante entrará em crédito rotativo ou será parcelado automaticamente, com incidência de juros (que são mais baixos que os de cartões comuns, mas ainda assim devem ser evitados). O indicado é sempre pagar o valor total da fatura.