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Como priorizar dívidas quando o orçamento aperta? Guia simples para se organizar

Tempo de leitura: 9 minutos

Entenda como mapear suas dívidas e veja o passo a passo para organizar sua vida financeira

Passar por um momento de aperto financeiro gera preocupação, mas o primeiro passo para resolver o problema é olhar para os números com transparência, sem culpa. Muitas vezes, a sensação de sufoco vem da falta de clareza sobre o tamanho real da dívida. 

O blog do Bmg fez este guia para te ajudar a identificar quais contas devem ser priorizadas e quais são os passos para organizar suas finanças. Com as informações corretas, é possível desenhar um caminho seguro para equilibrar o bolso novamente.

Empréstimo consignado
Crédito do Trabalhador
Cartão consignado

Passo 1: interrompa o crescimento das dívidas

A primeira atitude para quem deseja se organizar é evitar novas dívidas e gastos não essenciais. Enquanto você não souber exatamente quanto dinheiro sobra no mês, evite assumir novos parcelamentos ou usar o limite automático da conta bancária. 

Siga estas recomendações imediatas: 

• Cartão de crédito: evite novas compras parceladas e use o cartão apenas se houver saldo para pagar a fatura integral 
• Cheque especial: os juros dessa modalidade são cobrados por dia e podem aumentar o saldo devedor e comprometer o orçamento 
• Assinaturas: cancele o que não usa. Verifique os aplicativos ou serviços que debitam valores baixos, mas que somados podem fazer falta no mercado

Passo 2: transforme a preocupação em dados reais

Pegue um papel ou abra o bloco de notas do celular e anote todos as suas contas atuais. Liste as seguintes informações: 

1. O valor total que você deve hoje 
2. O valor das parcelas que vence todo mês 
3. As taxas de juros que aparecem no contrato ou na fatura 
4. As datas de vencimento e os nomes das instituições 

Ao visualizar essa lista, você terá mais clareza sobre qual dívida deve ser paga primeiro. 

→ Leia também: Como organizar as finanças? Veja 5 dicas

Passo 3: defina a ordem das prioridades no seu orçamento

Nem toda conta tem o mesmo peso. Para não ficar inadimplente com o que é mais necessário, classifique seus gastos por ordem de importância. 

Contas essenciais

Essas devem ser as primeiras da lista. Aluguel, luz, água e o mercado garantem que você e sua família tenham o básico para sobreviver. 

Dívidas com bens em garantia

Se você possui um financiamento de casa ou de veículo, o atraso pode levar à perda do bem. Por isso, essas contas vêm logo após os gastos de sobrevivência. Caso a parcela esteja pesada, entre em contato com a instituição para verificar as opções de renegociação disponíveis. 

Dívidas com juros altos (rotativo e cheque especial)

O rotativo do cartão e o cheque especial devem ser priorizados na hora da quitação ou troca de dívida, pois podem fazer a dívida crescer rapidamente.

Prioridade Tipo de conta O que fazer?
1ª (urgente) Água, luz, aluguel e comida Pagar sempre no dia do salário
2ª (alta) Cartão de crédito e cheque especial Quitar ou trocar por juros menores
3ª (média) Financiamentos de bens Manter em dia para não perder o bem
4ª (ajustável) Lazer e assinaturas Cortar até equilibrar as contas

Passo 4: substitua dívidas caras por parcelas fixas

Dependendo da situação, pode fazer sentido “juntar” todas as dívidas e trocar por outra que tenha os juros menores. Mas isso só faz sentido após comparar CET, prazo, valor total pago e impacto da parcela no orçamento.  

Se você trabalha com carteira assinada, o Crédito do Trabalhador, por exemplo, pode ser uma saída consciente. 

Ao utilizar essa modalidade, é importante observar as seguintes regras: 

1. Margem de 35%: o valor da nova parcela não pode ultrapassar 35% do seu salário líquido fixo. Esse limite protege o seu dinheiro para que você continue pagando as contas do mês 
2. Tempo de registro: é preciso ter pelo menos 12 meses de carteira assinada na empresa atual 
3. Estabilidade da empresa: o local onde você trabalha deve ter, no mínimo, dois anos de fundação 

Essa troca permite, por exemplo, quitar a dívida do cartão de crédito de uma vez. Com isso, seria possível administrar apenas uma prestação que não muda de valor, descontada direto no salário. 

→ Leia também: Crédito do Trabalhador: tire suas dúvidas sobre o consignado privado

Passo 5: proteja o seu dinheiro para evitar novos apertos

A recuperação financeira acontece aos poucos, com pequenas mudanças de hábito. Depois de organizar suas parcelas, o objetivo é garantir que você não precise mais usar o limite de emergência da conta. 

Aprender como organizar as finanças com o Cofrinho Bmg é uma dica útil. Você pode começar a guardar dinheiro a partir R$ 1,00 assim que o salário cai.  

Criar esse costume ajuda a montar um suporte para imprevistos, como um remédio na farmácia ou um conserto em casa, evitando que você tenha que pedir um novo empréstimo no futuro.

Mantenha o orçamento organizado e recupere a tranquilidade do seu bolso

Retomar a saúde das suas finanças exige consistência. Ao mapear suas dívidas, priorizar as despesas certas e buscar parcelas que cabem no seu orçamento, você pode construir uma financeira mais saudável.

Confira este resumo para não esquecer os próximos passos:

• Liste todos os valores e taxas de juros que você deve hoje
• Pague as contas essenciais (aluguel, luz e água) logo após o pagamento do salário
• Avalie trocar dívidas caras por uma opção com juros fixos e menores
• Comece sua reserva de segurança com pequenos valores mensais

Ter o apoio de canais seguros e informações claras ajuda você a passar por essa fase com mais confiança.

→ Leia também: Como o Bmg pode ajudar a organizar sua vida financeira em 2026

Perguntas frequentes sobre como priorizar dívidas

O ideal é priorizar a que tem os juros mais altos (como o cartão de crédito), independentemente do valor total. Isso evita que a dívida cresça de forma descontrolada e economiza dinheiro no longo prazo. No entanto, vale lembrar que é preciso considerar as despesas essenciais em primeiro lugar.

Pague o mercado e os serviços de luz e água. Em seguida, procure as instituições financeiras e verifique as condições de renegociação disponíveis, como novos prazos e parcelas.

Pagar o mínimo do cartão é uma das escolhas mais caras por conta dos juros do rotativo. Se você tiver acesso a um empréstimo com taxas fixas e menores, compare o CET, o prazo e o total a pagar. A troca pode fazer sentido se reduzir o custo total e se a parcela couber no orçamento.