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Empréstimo informal: conheça os riscos e saiba como identificar

Tempo de leitura: 7 minutos

Entenda como funciona o empréstimo informal, quais são os perigos de contratá-lo e quais alternativas são mais seguras.

Segundo um levantamento conduzido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), quase 80% das famílias brasileiras estavam endividadas em outubro de 2025. 

Com um cenário financeiro tão desafiador, muitas pessoas recorrem a soluções que podem ser perigosas, como é o caso do empréstimo informal. Afinal, como o próprio nome já diz, não há formalidade nessa modalidade, o que traz riscos reais para quem toma crédito nessas situações. 

Continue a leitura abaixo e entenda melhor quais são os perigos da agiotagem e como procurar soluções financeiras mais seguras para você e o seu bolso! 

O que é empréstimo informal?

Um empréstimo informal é aquele realizado fora de um sistema financeiro oficial, ou seja, sem a intermediação de bancos, financeiras ou cooperativas regulamentadas pelo Banco Central do Brasil (Bacen) 

Dessa forma, não há nenhum tipo de contrato formal e as condições do empréstimo – juros, prazo e garantias – são combinadas, muitas vezes, apenas verbalmente. Além da falta de transparência, também pode haver cobrança de juros abusivos. 

Geralmente, esse modelo de empréstimo ocorre de duas formas: por meio de agiotas ou conhecidos (amigos e familiares, por exemplo). 

O grande risco dessa modalidade é justamente a informalidade, uma vez que o tomador do crédito não fica resguardado judicialmente nem financeiramente. 

→ Por isso, lembre-se: na hora de contratar um empréstimo, dê preferência sempre a um contrato formal regulamentado pelo Bacen. 

Diferenças entre empréstimo formal e informal

Características Empréstimo formal Empréstimo informal
Regulamentação Regulamentado pelo Bacen Não há regulamentação
Juros Limitados e informados em contrato Juros livres (até abusivos)
Proteção Código de Defesa do Consumidor Sem proteção legal
Segurança Alta Baixa

Empréstimo com agiota é a mesma coisa que empréstimo informal?

Não necessariamente. Empréstimo com agiota é um tipo de empréstimo informal, mas nem todo empréstimo informal é agiotagem. 

Empréstimos realizados entre amigos ou familiares, por exemplo, também são informais. 

Veja a diferença entre eles a seguir: 

Situação Empréstimo com conhecidos Agiotagem
Realizado fora de um ambiente bancário Sim Sim
Pode envolver amigos ou familiares Sim Não necessariamente
Juros abusivos Não necessariamente Maioria das vezes
Legal Pode ser Não
Crime Não Sim

Contudo, é importante lembrar que esse tipo de empréstimo muitas vezes é arriscado para o tomador do crédito, uma vez que falta transparência nas condições. O ideal é sempre procurar por instituições sérias e regulamentadas pelo Banco Central para uma maior segurança. 

Agiotagem é crime?

No Brasil, a agiotagem é crime previsto na Lei da Usura e na Lei dos Crimes contra a Economia Popular. As punições incluem detenção de seis meses a dois anos, além de multas e processos criminais. 

Recorrer a empréstimos informais pode parecer uma saída rápida em momentos de imprevistos, mas é importante saber que existem riscos reais por trás dessa prática, como cobrança de juros abusivos e ameaças físicas em casos de atraso. 

→ Leia também: Como a educação financeira pode ajudar a combater o vício em apostas? 

Quais são os perigos de fazer empréstimo informal?

Fazer empréstimo informal, especialmente com agiota, envolve riscos altos. Confira a seguir quais são: 

1. Sem proteção jurídica

Quem pega dinheiro emprestado informalmente não conta com proteção legal, já que as condições do empréstimo não passam por nenhum tipo de regulamentação do Bacen. 

2. Juros abusivos

Por não ter contrato formal, as condições do empréstimo são acordadas, muitas vezes, apenas verbalmente – o famoso “contrato de boca”. Isso pode acarretar juros altíssimos, com taxas que podem chegar a 50% ao mês. 

3. Risco de segurança

Se houver atraso no pagamento, a cobrança pode envolver intimidação, constrangimento e, até mesmo, violência física. Além disso, os métodos coercitivos também podem se estender aos familiares do devedor. 

4. Impacto social

O empréstimo informal também pode gerar impacto negativo no relacionamento com amigos e familiares, principalmente se houver atrasos ou inadimplência. Com isso, o devedor pode se sentir culpado e envergonhado, afetando sua convivência social. 

→ Leia também: Planejamento financeiro: entenda a importância e como montar sua reserva 

Conheça as alternativas legais para quem precisa de dinheiro

Apesar de soar inofensivo, o empréstimo informal carrega vários perigos. Por isso, é importante procurar instituições sérias e regulamentadas por órgãos competentes. 

Abaixo, confira algumas alternativas seguras e legais para quem está à procura de recursos financeiros: 

Empréstimo consignado

As parcelas do empréstimo consignado são descontadas automaticamente do benefício ou contracheque do contratante. Com isso, o risco de inadimplência diminui consideravelmente, deixando as taxas de juros mais vantajosas. 

Essa linha de crédito é voltada tanto para aposentados e pensionistas do INSS quanto para trabalhadores que atuam no regime CLT (Crédito do Trabalhador). 

Antecipação do FGTS

Antecipar o saque-aniversário do FGTS é outra alternativa segura para quem precisa de dinheiro. Neste caso, é necessário ter saldo suficiente no fundo e seguir as novas regras estipuladas pelo Conselho do FGTS. 

Renegociação de dívidas

Renegociar dívidas também é uma boa opção para quem deseja crédito para abater ou quitar outras pendências financeiras. Refinanciamentos podem ter taxas mais acessíveis, o que diminui a necessidade de assumir novos compromissos e ficar mais endividado. 

Importante: a educação financeira é a chave para você manter suas finanças mais saudáveis. Clique aqui e confira mais artigos no blog do Bmg.