Junho 2022 | Educação Financeira

Inflação: o que é e por que falar dela?

Tempo de leitura: 7 minutos

Inflação é o aumento geral e constante dos preços de bens e serviços. Ter esse conhecimento é essencial para entender o porquê da alta de preços e os danos que isso causa na compra do dia a dia.


Conheça o que é a inflação, a sua importância, a forma de cálculo desse índice econômico e alguns dos impactos que ela traz na vida de todo mundo.

O que é inflação?

 

Inflação é uma palavra usada na economia que tem como significado o aumento generalizado e continuado de preços de bens e serviços.

A consequência da inflação  é a queda do poder de compra da população por conta dos preços mais elevados, o que torna os produtos menos acessíveis.

Então, com a inflação, o dinheiro tem seu valor diminuído gradativamente e, à medida que o tempo passa, compra-se uma quantidade menor de bens ou serviços.

Quem mede a inflação?

 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mede a inflação e os impactos que ela causa no dia a dia dos brasileiros.
 
Existem dois índices de preços, são eles:
 
1) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é considerado o índice oficial do Brasil. Ele inclui uma parcela maior da população, apontando a variação do custo de vida médio de famílias com renda de 1 e 40 salários mínimos mensais; e
 
2) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado em reajustes salariais. Ele apura a variação do custo de vida médio de famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos mensais.
 
O IBGE também possui o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que aponta a variação de preços de venda para produtores de bens e serviços, e o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), calculado em conjunto com a Caixa e que averigua as mudanças de preços na área de construção e habitação.
 
Também existem outros índices relacionados à inflação no Brasil, que são apurados por outras instituições além do IBGE:
 
Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas; e
Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a Fipe.

Como a inflação é calculada?

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – o IPCA indica a inflação de serviços e produtos consumidos no varejo por famílias cuja renda varia de 1 a 40 salários mínimos mensais e considera os valores de uma cesta de produtos e serviços consumidos pela população, como:
 
Transporte;
Despesas pessoais;
Vestuário;
Saúde;
Habitação;
Educação;
Comunicação; 
Alimentação, etc.
 
São realizadas entrevistas pelos pesquisadores do instituto para saber onde e o que as famílias compram. Com base nessa lista, são estabelecidos os itens que vão entrar na cesta de produtos mais consumidos pela população e o peso que cada um deles terá para o cálculo da inflação. 
 
Portanto, o preço dos itens presentes em quase todas as mesas brasileiras terá um peso maior na apuração do IPCA do que o preço de itens incomuns.
 
Feito isso, os pesquisadores organizam mais um relatório, com os comércios onde será feita a auditoria de preços dos produtos mais consumidos. Com todos esses dados apurados, os técnicos do IBGE conseguem calcular os valores dos índices para um período específico.

Causas da inflação

 
Diferentes causas influenciam no aumento dos índices de inflação. Essas causas podem ser agrupadas em quatro grandes grupos: 
 
1) pressões, ou aumento nos custos de produção; 
2) expectativas de inflação e inércia inflacionária
3) aumento na demanda; 
4) aumento de emissão de moeda.
 
Raramente, a causa da inflação será única. E essas causas também podem ser classificadas em: de curto prazo ou longo prazo, que aumentará de forma constante durante meses ou até anos.  
 
A partir dos índices apontados também é possível deduzir o que é hiperinflação, que aponta para um aumento ainda mais exacerbado nos preços.
 

Como se antecipar às causas da inflação?

 

 
Já que existem várias causas que influenciam no aumento nos índices da inflação, não temos controle sobre o aumento dos preços, então as melhores maneiras de evitar a perda do poder de compra são:
 
- Acompanhando os noticiários que informam sobre Economia, Finanças e Política;
- Investindo em ativos com remuneração maior do que a inflação; 
- Monitorando os índices;
- Repensando alguns hábitos de consumo que resultem em uma significativa economia, pois é o que fará a diferença no fim de cada mês.
 

Qual o impacto da inflação na vida das pessoas?

 

 
A inflação traz incertezas para a economia, diminui o interesse por investimentos e, também, prejudica o crescimento econômico. Ela afeta principalmente as camadas mais pobres da população, pois são essas que têm menos acesso a instrumentos financeiros para se defender da alta dos preços. Afinal de contas, a inflação faz o dinheiro perder valor. 
 
Com o aumento da inflação, os preços dos itens no supermercado, mercadorias de uso pessoal, combustíveis, aluguéis e várias outras coisas tendem a subir mais rápido. 
 
A queda da circulação de dinheiro no mercado resulta, também, na queda do consumo, consequentemente as empresas acabam sendo afetadas, vendendo cada vez menos. Logo, as dívidas ficam em alta, da mesma forma que as demissões e rapidamente aparece o desemprego.
 
Outro impacto que a inflação poderá causar será nos investimentos. Pois, dependendo do tipo, ele poderá ser ou não beneficiado pelo aumento dos preços, porém a maior parte dos investimentos são favorecidos pela alta nos preços. 
 
Além do mais, na ocasião onde há alta na inflação, é fundamental que seus investimentos estejam inseridos em um banco sólido, que te passe segurança e cuide do seu dinheiro de uma maneira lucrativa, como o Bmg. 

 

Por que a deflação também é indesejável?

 

A deflação é um processo inverso da inflação. Ou seja, ela ocorre quando os índices de preços de uma economia passam a cair ao invés de subir. No entanto, ao contrário do que possa parecer, esse processo durando por longos períodos pode representar um grande perigo para a economia de um país.

Com a deflação, um comerciante terá um grande prejuízo se ganhar menos ao vender seu estoque. As empresas e as famílias deverão adiar suas decisões de investimento e consumo se houver a perspectiva de que os preços estarão em baixa amanhã, o que enfraquece a atividade econômica.