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CLT ou PJ: um guia para decidir o melhor para sua vida financeira

Tempo de leitura: 18 minutos

Confira como funcionam os regimes CLT e PJ, com foco nas diferenças de estabilidade, comprovação de renda e, principalmente, no acesso a crédito

A decisão de migrar do regime CLT para se tornar Pessoa Jurídica (PJ) é um passo cada vez mais comum na carreira de muitos profissionais.

A busca por mais autonomia e potencial de ganhos é atraente, mas essa transição envolve uma análise cuidadosa, principalmente no que diz respeito à sua segurança e vida financeira.

Um dos pontos que mais gera dúvidas é o acesso ao crédito.

Entender como essa mudança impacta sua relação com as instituições financeiras é um passo importante antes de tomar uma decisão.

Neste guia, o Banco Bmg apresenta um comparativo para ajudar você a analisar os cenários. Boa leitura!

Simule o consignado CLT

CLT vs. PJ: o que colocar na balança antes de decidir?

Cada modelo de trabalho tem suas particularidades. A escolha ideal depende do seu perfil, momento de vida e prioridades.  

Para ajudar, criamos uma tabela comparativa com os principais pontos a serem ponderados.

Critério Regime CLT (carteira assinada) Regime PJ (pessoa jurídica)
Estabilidade Maior. Além do salário fixo, conta com benefícios como FGTS, 13º salário e seguro-desemprego em caso de demissão. Menor. A estabilidade depende dos ganhos com o CNPJ, que podem ser variáveis. Não há benefícios como FGTS ou seguro-desemprego.
Comprovação de renda Simplificada. O holerite é o documento padrão aceito pela maioria das instituições. Mais complexa. Exige maior organização para apresentar extratos bancários e declaração de IR.
Acesso a crédito Facilitado. A previsibilidade da renda permite acesso a modalidades como o Crédito do Trabalhador (consignado), exclusivo para quem atua neste regime. Mais restrito no início. Os bancos geralmente exigem um histórico de faturamento (6 a 12 meses) do CNPJ. O profissional PJ não é elegível ao consignado CLT.

Direitos e benefícios na prática

Como CLT, você tem uma rede de proteção garantida por lei, que inclui férias remuneradas, licença-maternidade ou paternidade e recolhimento do INSS feito pela empresa. 

Como PJ, você é o responsável por todos esses aspectos, incluindo sua própria contribuição para a previdência e a organização do seu período de descanso, que não é remunerado.

Impostos e custos

No regime CLT, os impostos (INSS e IRRF) são retidos diretamente na fonte.

Como PJ, você se torna responsável pelo pagamento dos seus próprios impostos (como o DAS, no caso do MEI), além de possíveis custos com contador e taxas de manutenção da sua empresa. 

→ Leia também: Benefícios da CLT: como funcionam os direitos do trabalhador

O impacto no crédito: por que o Crédito do Trabalhador não existe para PJ?

A principal diferença no acesso ao crédito está na modalidade "consignado". O Crédito do Trabalhador é um tipo de empréstimo consignado exclusivo para quem tem carteira assinada. 

A lógica é simples: a garantia para o banco é o desconto automático da parcela diretamente do seu salário, antes mesmo de o valor cair na sua conta.  

Isso diminui o risco de inadimplência para a instituição financeira, o que permite a oferta de condições personalizadas. 

Ao se tornar PJ, você perde esse vínculo empregatício. Sem a folha de pagamento para o desconto direto, a estrutura que viabiliza o crédito consignado CLT deixa de existir.

Quais as regras do Crédito do Trabalhador Bmg?

Para quem valoriza essa vantagem e decide permanecer no regime CLT, é importante conhecer os critérios de elegibilidade. No Bmg, as regras são claras: 

Margem consignável disponível: o valor das parcelas não pode ultrapassar 35% da sua remuneração líquida 
• Tempo de casa: é preciso ter, no mínimo, 12 meses de registro em carteira (vínculo CLT ativo) na mesma empresa 
• Saúde da empresa: a empresa empregadora precisa ter, no mínimo, dois anos de fundação 

Decidiu virar PJ? Veja como se preparar financeiramente

Se, após analisar tudo, você concluir que a transição para PJ é o melhor caminho, um planejamento cuidadoso é o primeiro passo. 

Crie sua reserva de transição

Este é o passo mais importante. Antes de fazer a mudança, o recomendado é ter uma reserva financeira equivalente a 6 a 12 meses do seu custo de vida. 

Esse "colchão de segurança" cobrirá seus gastos no período inicial, quando o faturamento pode ser mais instável e você não terá direito a seguro-desemprego. 

Entenda seus novos custos

Ser PJ vai além de não ter um chefe. Você passa a ser responsável por custos que antes eram da empresa. 

• Contribuição ao INSS: você precisará pagar sua própria guia da previdência para garantir seus direitos à aposentadoria e outros benefícios 
• Impostos sobre o faturamento: dependendo do seu regime (MEI, Simples Nacional, etc.), haverá impostos mensais sobre o valor que você fatura 
• Custos operacionais: considere gastos com contador, ferramentas de trabalho e a estrutura necessária para sua atividade 

→ Leia também: Planejamento financeiro: entenda a importância e como montar sua reserva

Planejando seu próximo passo com a segurança do CLT

A decisão entre a estabilidade do regime CLT e a autonomia do PJ é um passo importante na sua carreira e depende dos seus objetivos pessoais.

Independentemente da escolha, o planejamento financeiro é o que garantirá um próximo movimento bem-sucedido. 

Para quem valoriza a previsibilidade e as vantagens do vínculo CLT, ou mesmo para quem busca um valor inicial para se estruturar antes de uma transição, o acesso a um crédito com condições mais vantajosas é um diferencial estratégico.  

Se você se encaixa nas regras e busca crédito para organizar suas finanças ou impulsionar seus projetos, o Crédito do Trabalhador Bmg foi pensado para a sua realidade. 

Faça uma simulação do consignado CLT e descubra o valor aproximado das parcelas:  


R$

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até 12x de
R$
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Valor aproximado da parcela/mês
*Os valores apresentados são apenas estimativas e podem variar. Contratação sujeita à análise.

Perguntas frequentes sobre CLT, PJ e crédito

Não. O empréstimo consignado com desconto em folha, como o Crédito do Trabalhador, exige um vínculo empregatício CLT. Como profissional PJ, você terá acesso a outras modalidades de crédito, que possuem critérios de análise e taxas diferentes.

Para solicitar o Crédito do Trabalhador no Bmg, você precisa ter no mínimo 12 meses de registro na mesma empresa. Além disso, a empresa empregadora precisa ter dois anos ou mais de fundação.

A mudança de regime em si não afeta seu score. No entanto, a forma como você gerencia suas finanças durante a transição pode causar oscilações. O aumento do uso de crédito pessoal ou eventuais atrasos no pagamento de contas nesse período podem impactar sua pontuação.

Para quem acabou de virar PJ, a análise é mais complexa. Geralmente, os bancos pedem de 6 a 12 meses de CNPJ ativo para comprovar um histórico de faturamento. Nos primeiros meses, a análise pode se basear mais no seu histórico como pessoa física e na sua declaração de Imposto de Renda.

Depende do seu faturamento e do regime tributário da sua empresa (MEI, Simples Nacional, etc.). Em muitos casos, para faixas de renda mais altas, a carga tributária como PJ pode ser menor que o Imposto de Renda retido na fonte do CLT, mas é importante consultar um contador para fazer essa análise.