Fazer empréstimo com parcelas longas ou curtas: o que pesa menos no orçamento?
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Entenda como escolher entre parcelas longas ou curtas e o que considerar para não comprometer seu orçamento.
Escolher entre parcelas de empréstimo longas ou curtas é uma das decisões mais importantes na hora de contratar um crédito consignado. O prazo interfere diretamente no valor descontado do seu benefício todo mês e também no quanto você vai pagar no total até quitar o contrato.
Muita gente foca apenas na parcela mais baixa, sem perceber que um prazo mais longo pode gerar um custo maior ao final. Por outro lado, parcelas menores nem sempre cabem no orçamento de quem já tem outros compromissos fixos.
Para esclarecer esse dilema, veja na prática como cada opção funciona e o que considerar antes de escolher o prazo do crédito consignado.
Parcelas de empréstimo longas ou curtas: vantagens e desvantagens
Antes de escolher o prazo do crédito, vale colocar lado a lado os principais pontos de cada opção:
| Característica | Parcelas longas | Parcelas curtas |
|---|---|---|
| Valor mensal | Parcela menor, mais folga no orçamento | Parcela maior, pressão no orçamento |
| Custo total | Maior, devido ao tempo de incidência de juros | Menor, com uma economia maior no custo final do crédito |
| Tempo de dívida | Compromisso financeiro por mais tempo | Quitação rápida e liberação de margem |
Em 48 meses, a parcela de um empréstimo tende a ser mais alta, mas o valor total pago será menor do que em 96 meses, que é o prazo máximo para consignados INSS e SIAPE. Já em 96 meses, a parcela fica menor, mas o custo total dos recursos utilizados aumenta.
→ Leia também: Quando o empréstimo consignado vale a pena?
Como funciona o prazo do empréstimo consignado?
O prazo do empréstimo consignado é o número de meses em que o valor contratado será dividido para pagamento. No empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo máximo é de 96 meses, ou seja, até 8 anos.
Quanto mais longo o prazo, menor a parcela mensal, porém, maior o total pago ao final. Isso acontece porque os juros incidem sobre o saldo devedor a cada mês.
Veja um exemplo com um empréstimo de R$ 10 mil (valores ilustrativos):
• 24 parcelas: prestação de R$ 550 | Total pago: R$ 13,2 mil
• 60 parcelas: prestação de R$ 294 | Total pago: R$ 17,6 mil
• 96 parcelas: prestação de R$ 237 | Total pago: R$ 22,7 mil
Os valores são ilustrativos, pois em uma situação real eles variam conforme a taxa de juros e as condições do contrato de cada banco (sujeito à análise de crédito).
O importante é perceber que, com o prazo maior a parcela cai, mas o custo total pode ser mais alto.
O que considerar antes de escolher o prazo do empréstimo?
Antes de decidir entre parcelas longas ou curtas, analise alguns pontos:
• Estabilidade da renda: sua renda é fixa ou pode variar?
• Outras dívidas: já existe outro desconto no seu benefício ou salário?
• Reserva financeira: você tem algum valor guardado para emergências?
• Objetivos pessoais: pretende assumir outros compromissos nos próximos anos?
O Banco Central recomenda atenção ao comprometimento da renda para evitar o superendividamento. Além disso, no consignado há limite de margem, mas isso não substitui o planejamento pessoal.
Outro ponto importante é evitar contratar o valor máximo disponível sem necessidade. O fato de existir margem não significa que você precise usar todo o limite.
Se tiver dúvidas sobre educação financeira, consulte outros posts do blog do Bmg ou o site do Banco Central e confira diversas orientações gratuitas sobre organização de finanças pessoais.
Como comparar opções de prazo e parcela de empréstimo?
A melhor forma de comparar é simular diferentes cenários antes de assinar qualquer contrato. Veja um passo a passo prático.
1. Defina o valor que você precisa
Evite contratar mais do que o necessário para não comprometer a margem sem necessidade.
2. Simule ao menos dois prazos diferentes
Compare, por exemplo, 36 e 84 meses. Veja a mudança no valor da parcela e no total pago, pois essa diferença é o custo da conveniência de pagar menos por mês.
3. Verifique o CET de cada simulação
O Custo Efetivo Total (CET) reúne juros, tarifas e outros encargos em um único número anual. Pela legislação brasileira, toda instituição financeira é obrigada a informar o CET antes da contratação. Então, sempre compare o CET, não apenas a taxa de juros.
4. Avalie o impacto no orçamento mensal
Calcule quanto vai sobrar do benefício após o desconto. Se ficar muito apertado, considere um prazo mais longo, mesmo que o custo total seja maior.
5. Use o simulador do Banco Bmg
A melhor forma de tomar uma decisão segura é visualizando os números na prática. Com o simulador de empréstimo consignado do Bmg, você testa diferentes prazos e valores de forma rápida, gratuita e sem compromisso.
Ao preencher os dados, você terá clareza sobre o impacto de cada opção no seu benefício. Assim, fica muito mais fácil escolher o prazo que respeita seu planejamento financeiro e garantir a tranquilidade que você precisa.
Dúvida esclarecida? Vamos ao resumo:
Entre parcelas de empréstimo longas ou curtas, não existe resposta única. A melhor escolha depende do seu perfil, do seu orçamento e dos seus planos para os próximos anos.
Se a prioridade é aliviar o valor mensal, o prazo maior pode ajudar. Se o objetivo é reduzir o custo total e quitar mais rápido, o prazo menor pode ser mais adequado. O próximo passo é simular diferentes cenários e comparar com calma antes de contratar.
Principais dúvidas sobre empréstimo com parcelas longas ou curtas
Confira as respostas para as perguntas frequentes sobre a escolha do prazo do crédito consignado.
Amortizar significa reduzir o saldo da dívida antes do prazo. Ao antecipar parcelas, você elimina juros futuros, diminui o valor total pago e quita o contrato mais rápido.
Curto prazo foca em pagamentos rápidos com parcelas maiores. Longo prazo dilui o valor em mais meses, reduzindo a parcela mensal, mas aumentando o custo total do crédito.
No consignado, prazos próximos ao limite (96 meses) são longos. Prazos até 36 meses costumam ser vistos como curtos ou médios. O importante é a parcela caber no seu planejamento financeiro.