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Corte da Selic reforça cautela do Banco Central diante de incertezas globais

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Flávio Serrano

O Banco Central decidiu cortar a taxa básica de juros em 0,25 p.p. para 14,50% ao ano, conforme amplamente esperado pelos agentes. As maiores dúvidas estavam relacionadas à comunicação, principalmente em relação ao balanço de riscos para o cenário inflacionário.

O Bacen decidiu manter o balanço de riscos inalterado, apenas adicionando os potenciais efeitos do choque do petróleo (tanto de alta como de baixa sobre a inflação). A mensagem do Comitê seguiu muito parecida com a mensagem da reunião anterior, reforçando serenidade e cautela na condução da política monetária. 

Os próximos passos do processo de calibração da taxa básica de juros deverão incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo.

A decisão e o comunicado de hoje não afetam nossa visão sobre o cenário mais provável para a taxa de juros. Na nossa avaliação, o BC seguirá cortando de 0,25 p.p. em 0,25 p.p. enquanto o cenário permitir e a Selic deverá encerrar o ano perto de 13,00%.

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