Como declarar empréstimo no Imposto de Renda? Confira o passo a passo
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Entenda como declarar seus empréstimos no IR, elimine incertezas e siga um passo a passo claro para evitar contratempos com a Receita Federal!
Entender como declarar empréstimo no Imposto de Renda pode gerar incertezas, especialmente quando diferentes modalidades de crédito são utilizadas ao longo do ano.
Ainda assim, o processo se torna mais simples quando você conhece os campos adequados e identifica, com calma, os dados presentes nos relatórios enviados pelas instituições.
Além disso, preencher corretamente as informações relacionadas aos contratos firmados oferece maior tranquilidade durante o período de verificação da Receita Federal. Com organização, cuidado e atenção às instruções do programa, você reduz retrabalhos e evita contratempos futuros. Acompanhe as dicas!
Quem precisa declarar empréstimo no Imposto de Renda?
O registro do Imposto de Renda é obrigatório sempre que a soma dos valores obtidos com bancos, cooperativas ou pessoas físicas ultrapassar determinados limites e impactar a movimentação financeira do contribuinte.
Como cada situação tem características específicas, observe alguns tipos de crédito que devem ser declarados:
• Empréstimos concedidos por instituições financeiras acima de R$ 5 mil
• Créditos obtidos anualmente com familiares ou conhecidos que superem esse valor
• Operações que causem variações patrimoniais significativas
• Contratos firmados por meio de consignação, crédito pessoal, antecipação ou outras formas de obtenção de recursos
Valores inferiores ao limite de R$ 5 mil geralmente não precisam ser registrados, desde que não provoquem alterações incompatíveis com os rendimentos declarados. No entanto, guardar documentos auxilia em eventuais revisões posteriores.
→ Leia também: Como declarar Imposto de Renda?
Por que é importante declarar os empréstimos corretamente?
A atenção ao preenchimento evita falhas que possam gerar descompassos com os dados enviados pelas instituições financeiras. Quando essas informações não coincidem, o sistema de cruzamento automático identifica divergências e pode exigir verificações adicionais, atrasando o processamento da declaração.
Outro ponto importante é que a Receita Federal analisa a evolução patrimonial e verifica se o crescimento dos bens e valores corresponde aos rendimentos informados. Sempre que um empréstimo é omitido, cria-se a percepção de que os recursos utilizados tiveram origem desconhecida, o que aumenta o risco de questionamentos e pedidos de comprovação.
Igualmente, um registro detalhado facilita revisões futuras, principalmente para contribuintes que fizeram vários contratos ao longo do ano. Esse cuidado torna o histórico financeiro mais claro e simplifica qualquer ajuste necessário em declarações posteriores.
Como declarar empréstimo consignado no Imposto de Renda?
Antes de iniciar o preenchimento, é preciso localizar o informe de rendimentos disponibilizado pelo banco responsável pelo crédito consignado.
Esse documento é importante, pois reúne informações atualizadas sobre o saldo devedor em 31 de dezembro do ano de análise, valores pagos e dados contratuais, que serão utilizados na declaração.
Com o informe em mãos, abra o programa da Receita e siga estas etapas:
1. Entre na ficha “Dívidas e Ônus Reais”
2. Selecione o código específico para operações realizadas com instituições financeiras
3. Descreva o contrato, mencionando o nome do banco, a data de contratação e o número da operação
4. Insira o saldo existente em 31 de dezembro conforme o informe de rendimentos
5. Caso o consignado tenha sido completamente quitado antes do fim do ano, informe “0,00” no campo do saldo atual e mantenha o valor do período anterior conforme constar no documento
Como declarar outros tipos de empréstimo?
Para contratos de crédito pessoal, antecipações ou acordos sem margem consignável, o processo é semelhante ao utilizado para o consignado, mas com diferenças pontuais conforme a natureza do credor.
Na ficha “Dívidas e Ônus Reais”, você deve selecionar o código apropriado, descrevendo a operação detalhadamente, sempre com base no informe disponibilizado pelo banco.
Quando o valor é obtido com uma pessoa física, é necessário escolher o código destinado a essa modalidade e inserir o nome completo e a primeira ou segunda via do CPF do credor.
A descrição deve apresentar o valor recebido, as condições pactuadas e o saldo remanescente ao final do ano. Desse modo, você garante coerência e evita divergências entre as declarações das duas partes envolvidas.
No caso de financiamentos imobiliários ou automotivos com garantia, o preenchimento ocorre em “Bens e Direitos”, já que o acompanhamento feito pela Receita considera a evolução da propriedade do bem. Nesse modelo, o contribuinte informa o total pago no período, e não o saldo devedor integral, pois o controle patrimonial aparece gradativamente ao longo dos anos.
O que ocorre se não declarar empréstimo no IR?
A ausência do registro pode gerar implicações imediatas, principalmente porque os bancos enviam informações diretamente à Receita. Qualquer inconsistência tende a ser detectada rapidamente pelos sistemas de análise. As principais consequências desse descuido são:
• Retenção da declaração para conferências adicionais
• Solicitações de documentos para comprovar origem dos recursos
• Geração de pendências no processamento
• Aplicação de multas por informações imprecisas
• Necessidade de retificação posterior para corrigir dados ausentes
Quando o contribuinte percebe a falha após o envio, a retificação se torna o caminho mais adequado para corrigir o problema. Basta acessar o programa da Receita, selecionar a declaração previamente entregue e ajustar os campos necessários.
Declare corretamente e siga organizando suas finanças
Agora que você conhece o funcionamento de cada etapa, o preenchimento da declaração se torna muito mais simples e transparente.
Com atenção aos informes, cuidado com os dados e revisão final antes do envio, declarar empréstimo no Imposto de Renda deixa de ser um desafio e passa a fazer parte de seu cotidiano financeiro.